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O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar nesta quarta-feira (4) o habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atos contra e a favor o petista estão marcados para acontecer em todo o país.

Petistas e integrantes de movimentos de esquerda organizam, para hoje, o que chamam de 'vigília cívica e democrática', a pedido do ex-presidente.



Segundo destaca a Folha de S. Paulo, o petista orientou seus apoiadores a não hostilizarem a Justiça durante o julgamento de seu pedido de habeas corpus para evitar a ideia de pressão externa sobre o Supremo.

No entanto, embora haja recomendações por parte de Lula, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra João Paulo Rodrigues cogita um cenário de 'guerra' caso o pedido de habeas corpus seja negado. Ele deu a declaração nesta terça (3), após visita ao Instituto Lula.



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“Não vamos dar paz ao Judiciário se mantiver o erro da condenação”, afirmou. “Temos que estar preparados. Vai ser duro qualquer que seja o resultado. Se ganhar [Lula], a direita vai ficar com muita raiva. Tem que ficar calmo, sem comemorar. Se perder, é muita guerra e muita luta.”

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Além das manifestações previstas para a hora do julgamento, os aliados de Lula traçaram um plano de contingência para eventual expedição de mandado de prisão pelo juiz Sergio Moro. Eles querem garantir que o ex-presidente esteja cercado de amigos e apoiadores nesse caso. A orientação, segundo petistas, não é dar resistência ao cumprimento da ordem, mas evitar que Lula esteja sozinho no momento de sua consumação.

De acordo com aliados, Lula está preocupado com o risco de confrontos, e ameaça até se apresentar ao menor sinal disso.