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Em vários graus abaixo de quando assumiu a pré-candidatura a presidente, em dezembro, Geraldo Alckmin (PSDB) deixou o governo de São Paulo nesta sexta-feira (6) com críticas ao PT sem citar Lula ou qualquer outro nome e um aceno ao presidente Michel Temer (MDB).

Seu vice, Márcio França (PSB), assumiu o cargo com um discurso todo pautado pelo valor da lealdade, no que deve ser a tônica de sua campanha à reeleição contra o agora ex-prefeito João Doria (PSDB). Em gesto de apoio ao pessebista, Alckmin disse que seu governo "não terminou", tinha ali uma "nova largada".



Alckmin elogiou a "lealdade e competência" de França, pregou a austeridade na gestão pública, mas defendeu o combate a privilégios e uma agenda que atenda a população pobre do país.

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"O que aguarda o vencedor deste ano nas eleições presidenciais é um governo difícil, com a herança duríssima deixada pelo PT, que apenas começou a ser enfrentada pelo governo do atual presidente da República", discursou.

Questionado após a solenidade sobre como a iminente prisão de Lula afetaria a campanha eleitoral, Alckmin se limitou a dizer que "a lei é para todos" e que "decisão judicial se cumpre".

"O mesmo", respondeu quando questionado sobre a prisão de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa no seu governo, apontado como operador de recursos ilícitos do PSDB.

"O Brasil cansou de indecência, da roubalheira, está farto de poucos privilegiados se darem bem", discursou.

FRANÇA

O recém-empossado governador pediu aplausos de pé a Alckmin, elogiou sua "humildade, discrição, perseverança" e cutucou indiretamente Doria. Com informações da Folhapress.

"No dicionário cravado em nossos corações, só uma palavra precede a palavra lealdade, e essa palavra é gratidão", declarou França.

O novo governador tem criticado Doria por ter sido eleito prefeito de São Paulo em 2016 com apoio de Alckmin e dele próprio. No entanto, resolveu se candidatar ao governo paulista contra a vontade de ambos.

A tentativa durante meses de se viabilizar como candidato a presidente, a despeito da intenção de seu padrinho político, tornou Doria o maior adversário de aliados de Alckmin e França. Com informações da Folhapress.