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"O único 'país' do mundo em que eu pediria asilo seria Garanhuns". A frase foi proferida pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em setembro de 2016. Na ocasião, em entrevista a uma rádio pernambucana, criticou a Operação Lava Jato e fez uma homenagem à cidade em que nasceu. Quase dois anos depois, a cidade a 230 km do Recife foi cenário para uma manifestação de apoio ao ex-presidente, que deve se entregar à Polícia Federal neste sábado (7).

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O ato pró-Lula ocorreu no Largo da Colunata, centro comercial da cidade, nesta sexta-feira. Cerca de 200 militantes estavam no protesto. Nas ruas, segundo a Folha de S. Paulo, a defesa ao ex-presidente é gigante. São maioria também as críticas à condenação e iminente prisão do pernambucano.

Nesta sexta-feira (6) também foi bloqueada a principal rodovia entre Recife e Garanhuns. Cerca de 50 manifestantes levaram pneus e troncos incendiados à BR-101, próximo à cidade de Escada, a 70 km da capital pernambucana.



"Somos do Lula, de organização nenhuma, não. Querem prender o homem e querem acabar com nossos direitos, não tem mais aumento de salário mínimo", explicava-se Agnaldo Mariano da Silva, 47, cortador de cana que está sem emprego, tem quatro filhos e é casado, em entrevista à Folhapress. O protesto causou um congestionamento de mais de três quilômetros na rodovia, por volta do meio-dia.