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O cardeal ultraconservador norte-americano Raymond Burke, um dos maiores críticos de Francisco dentro da Igreja Católica, afirmou neste sábado (7) que é preciso "corrigir" um papa quando ele comete heresia.

A declaração foi dada durante um congresso em Roma sobre os limites da autoridade papal, organizado por uma comunidade criada em memória do também cardeal Carlo Caffarra, opositor de Jorge Bergoglio morto em setembro de 2017.



"Como demonstra a história, é possível que o Pontífice Romano, exercitando a plenitude de seus poderes, possa cair na heresia e no abandono de seu primeiro dever de proteger e promover a união da fé, do culto e da disciplina", declarou Burke.

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De acordo com o cardeal norte-americano, isso pode ser remediado com um procedimento em duas fases. "Primeiro, a correção do suposto erro dirigida diretamente ao Pontífice, e depois, se ele não responder, se deve proceder a uma declaração pública", acrescentou.

Burke, Caffarra e mais dois cardeais, Walter Brandmüller e Joachim Meisner (também morto), questionaram, no ano passado, a abertura do papa Francisco à comunhão de divorciados na Igreja. Segundo eles, isso "coloca em dúvida a doutrina católica". Bergoglio nunca respondeu aos ataques publicamente. (ANSA)