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O ex-agente secreto russo Sergei Skripal e sua filha Yulia receberão proposta para se mudarem para os Estados Unidos com novas identidades, informa o jornal britânico Sunday Times.

Segundo o jornal, essa medida será tomada para a "proteção contra novas tentativas de atentado". Além disso, o serviço de inteligência britânica MI6 discutiu com a Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) sobre a escolha do país para o qual a família Skripal deveria ser transferida "para garantir sua segurança".



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"Eles deverão viver sob novas identidades", disse uma fonte do governo britânico. O jornal informa que entre os países considerados para a mudança da família Skripal estão incluídos o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia.



"O lugar mais evidente para a mudança são os Estados Unidos, onde há menos chances que eles sejam mortos e lá é mais fácil protegê-los", disse uma fonte do serviço de inteligência familiarizada com as negociações.

Também foi confirmado que as duas vítimas estão conscientes e expressaram a esperança que poderão em breve contribuir para a investigação.

Boris Johnson, ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, declarou que a Rússia tem 29 teorias em relação ao envenenamento do ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha.

"O governo russo e a mídia estatal criaram 29 teorias sobre o envenenamento em Salisbury", disse ele ao jornal.

Ele também lembrou que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) publicará em curto prazo os resultados da análise da substância tóxica com a qual a família Skripal foi envenenada e acusou a Rússia de "veredito precipitado" contra a Organização. Johnson comparou a exigência de Moscou para participar da investigação no âmbito da OPAQ com a tentativa de um motorista, suspeito de dirigir em estado de embriaguez, querer usar o seu próprio bafômetro.

Segundo o chefe do Ministério das Relações Exteriores britânico, Londres possui informações que a Rússia, nas últimas décadas, descobriu formas de transporte de agentes nervosos, "provavelmente para assassinatos", e produziu e acumulou no âmbito desse programa uma pequena quantidade da substância tóxica.

Ele criticou mais uma vez o líder da oposição do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, chamando-o de "idiota do Kremlin".

O Reino Unido acredita que o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram expostos ao agente nervoso A-234 (conhecido como Novichok) na cidade britânica de Salisbury. O governo do Reino Unido foi rápido em acusar a Rússia de envolvimento no incidente. Mais de 25 países expulsaram diplomatas russos. A Rússia refutou todas as acusações, apontando para a falta de qualquer evidência. Com informações do Sputnik.