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Após um ato realizado na manhã desta segunda-feira (9), no acampamento em frente à Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o ex-presidente Lula está preso, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) foi agredida verbalmente por um homem que deixou o local com outros dois, que seriam policiais, e entrou na superintendência da corporação, local que ninguém sem autorização pode ter acesso.

Segundo a deputada, o homem era simpatizante do deputado e pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Ele colocou o braço sobre o meu ombro e gritou: “Aqui é Bolsonaro. Chupa!”, explicou.



O deputado federal Paulo Pimenta e o senador Lindbergh Farias se juntaram a Manuela para denunciar toda a ação à polícia, que foi filmada pela imprensa que está no local.

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"Eu posso deduzir que ele é um carcereiro. Então o interesse de esclarecer isso é da Polícia Federal, porque quem vem aqui fazer provocação, tentando virar mártir da turma do Bolsonaro, precisa ser identificado", reivindicou a deputada.

Ela lembrou dos áudios vazados da FAB que pregavam violência contra o ex-presidente Lula e disse estar preocupada com integridade física de Lula. "Nós já estamos receosos porque ontem (8) vazou aquele áudio com pessoas da torre de controle recomendando jogar o ex-presidente do avião. Queremos nome, sobrenome e RG", afirmou.

Os deputados conseguiram falar com o tenente Fleck, da Polícia Militar, responsável pela segurança no local, mas ele afirmou que, da altura em que os PMs estavam, não conseguiram "constatar nenhum crime ou contravenção".