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O senador Telmário Mota (PTB-RR) criticou nesta terça-feira (10) em plenário o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), pré-candidato a presidente pelo PSL, pela declaração dada ao jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual "o que atrapalha o desenvolvimento de Boa Vista é a política indigenista".

De acordo com Telmário, Bolsonaro, antes de mais nada, confundiu a capital Boa Vista com o estado de Roraima, o que mostra que o pré-candidato à presidência da República está mal assessorado e, provavelmente, recebendo orientações de latifundiários.



Boa Vista, de acordo com o senador, tem 14 comunidades indígenas, totalmente integradas ao sistema produtivo, que se destacam no cultivo de tomate, melancia e pimenta e na criação de peixe e gado, esta última atividade predominantemente explorada pelos índios em todo o estado.

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"O que impede o desenvolvimento de Boa Vista é falta de gestão, falta de compromisso. Nós estamos com uma ZPE [Zona de Processamento de Exportação] lá paralisada, uma área de livre comércio que não anda, uma prefeitura que não investe no setor produtivo, no setor primário, na agroindústria. Então não são os índios que atrapalham o desenvolvimento de Boa Vista", afirmou Telmário.

Já o estado de Roraima, acrescentou o senador, mesmo tendo 65% por cento de seu território destinado a reservas indígenas e ambientais, além de áreas militares, ainda pode usar 2,5 milhões hectares para atividades econômicas.

Telmário Mota disse ainda que o que trava o desenvolvimento do estado é a falta de energia e a dificuldade de regularização de terras rurais e urbanas.