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Os Estados Unidos revelaram neste sábado (14) ter informações que apontam para que o regime sírio tenha utilizado no ataque químico em Douma, a 07 de abril, dois tipos de gases, cloro e sarin, segundo uma alta responsável da administração norte-americana.

"Agora que as informações disponíveis são mais claras sobre o uso de cloro, temos também informações significativas que demonstram igualmente do uso de sarin", disse a mesma responsável, que falou à comunicação social sob a condição de anonimato, referindo que estas informações são corroboradas com os sintomas relatados por várias testemunhas.



O gás sarin é um agente neurotóxico muito forte e foi utilizado, em abril de 2017, durante um ataque na localidade de Khan Sheikhun, no noroeste sírio. A ação, também atribuída ao regime sírio, desencadeou igualmente uma retaliação por parte dos Estados Unidos.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram, na noite de sexta-feira (13), uma série de ataques com mísseis contra três alvos associados à produção e armazenamento de armas químicas no país sírio, em resposta a um suposto ataque químico na cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco.



O presumível ataque químico foi realizado há uma semana e teria provocado mais de 40 mortos e afetado cerca de 500 pessoas.

"Testemunhos presenciais afirmam que as bombas foram lançadas a partir de helicópteros do regime", explicou a representante norte-americana, que denunciou que nenhuma das alegações feitas, tanto pelo Governo sírio como pela Rússia, aliado de Damasco, "coincidem" com a informação recolhida por Washington.

Algumas vítimas, explicou a mesma fonte, revelaram sintomas que não batem com os efeitos da exposição ao gás cloro, mas que correspondem ao uso de um agente neurotóxico, como o gás sarin.

"Acreditamos que os dois foram usados no ataque", concluiu. Com informações da Lusa.

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