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Em reunião com os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, o presidente da República, Michel Temer, decidiu fazer uma viagem de emergência, nesta quinta-feira (12), com destino à capital paulista.

O objetivo do presidente, de acordo com informações do blog da Andreia Sadi, no portal G1, é encontrar-se com seus advogados, diante dos avanços das investigações sobre o decreto dos portos.



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No inquérito, cuja relatoria no Supremo Tribunal Federal (STF) é do ministro Luis Roberto Barroso, o presidente é acusado de beneficiar empresas portuárias, por meio da assinatura da medida, em maio do ano passado.



Segundo aliados de Temer, ele teria demonstrado preocupação, esta semana, com o resultado das análises feitas pela Polícia Federal, no material que consta no processo. Além do presidente, estão na mira alguns amigos dele, que chegaram a ser presos, durante a Operação Skala: o coronel João Baptista Lima Filho, o advogado José Yunes e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB).

Ontem (11), a Justiça Federal de Brasília negou pedido de prisão preventiva contra Yunes e Lima, que havia sido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em outro inquérito em que Temer é investigado, o do quadrilhão do MDB, que também está no STF.

O pedido se estendia aionda a Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, Rocha Loures e Altair Pinto, todos investigados no mesmo processo.