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O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot informou nesta terça-feira (17) que vai concorrer a uma vaga no Conselho Superior do Ministério Público Federal.

O colegiado decide questões administrativas, como a criação de uma força-tarefa.



Em mensagem enviada aos colegas da área, Janot disse que não concorre à vaga para fazer oposição constante a Raquel Dodge, sua sucessora e presidente do Conselho.

Dodge e Janot fazem parte de grupos diferentes no Ministério Público e disputaram o cargo em 2015, quando ele foi reeleito para um mandato de dois anos.



"Serei combativo, como é da minha índole, mas serei também leal. Sem oposição sistemática, saberei contribuir com qualquer chefia da instituição, sempre que, do meu ponto de vista, suas propostas atendam ao interesse superior do país, ao da nossa Casa e ao ethos institucional", escreveu Janot.

"Da mesma forma, quando me defrontar com opiniões divergentes, não permitirei que os dissensos extrapolem o campo das ideias", acrescentou.

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Janot disse no texto que pretendia se aposentar ao fim do segundo mandato, em 17 de setembro de 2017, mas que decidiu permanecer na ativa para defender o Ministério Público dos ataques externos.

Ele deixou o cargo desgastado com as polêmicas envolvendo a delação da JBS e por embates públicos com o presidente Michel Temer e com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

Os cerca de mil procuradores do país participam da escolha dos integrantes do Conselho. Eles vão votar em dois representantes para o órgão.

A eleição está marcada para 22 de maio, mas as inscrições para concorrer a uma das vagas terminam nesta sexta (20). Janot se inscreveu e viajou ao exterior. Com informações da Folhapress.