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Onze senadores que integram a Comissão de Direitos Humanos da Casa vistoriaram, nesta terça-feira (17), a sala onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba (PR). Eles chegaram ao local às 14h30 e saíram por volta das 16h. Segundo o grupo, Lula está tranquilo e não permitiu que ninguém chorasse.

A diligência foi autorizada pela 12ª Vara de Execuções Penais. Participaram da ação os senadores Lídice da Mata (PT), Humberto Costa (PT), Paulo Paim (PT), Paulo Rocha (PT), Regina Sousa (PT), João Capiberibe (PSB), Lídice da Mata (PSB), Vanessa Grazziotin (PCdoB), Jose Pimentel (PT), Lindbergh Faria (PT) e Gleisi Hoffmann (PT).



Lula está no local desde o último dia 7, após determinação do juiz Sérgio Moro. O petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá (SP).

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"As condições são razoáveis, mas o presidente está isolado, no terceiro andar. Esta foi apenas a terceira visita que ele recebeu. Antes, apenas o advogado e a família puderam vê-lo. E ele tem necessidade de conversar", avaliou a senadora Regina Sousa, presidente da comissão, após o encontro. "A gente conversou com ele, atualizou o ex-presidente sobre o que está acontecendo aqui fora", completou.

Segundo ela, as condições em que o petista está são adequadas, "o banheiro está limpinho, tem armário, tem mesa, tem livros, tem muitas cartas para ele ler", acrescentou a senadora. Ela também disse que, agora, será elaborado um relatório sobre a situação encontrada, que será lido na comissão e no plenário do Senado. "Depois, então, veremos quais serão os próximos passos", afirmou, destacando que um dos objetivos será acabar com o isolamento do ex-presidente.

Já João Capiberibe reforçou que Lula está tranquilo, mas "indignado com as distorções das informações que estão chegando à população". "Ele continua dizendo que sua única arma é a inocência, e por isso decidiu ficar e ser preso. Ele disse que continua acreditando na democracia e na justiça", pontuou.

Lula está menos preocupado com ele e mais preocupado com o Estado de Direito no Brasil. "O que o ex-presidente disse foi: 'a minha condição de vida aqui não é muito diferente da que eu tinha nos últimos 20 anos. O que está preocupando é mesmo a instabilidade que o país atravessa'", contou Grazziotin.

A comitiva ainda passou pelas celas de outros presos, e também não encontrou irregularidades.