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A família de dois bebês nascidos no mesmo dia, em maio de 2017, no Hospital Regional de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá (MT), descobriram por acaso que as crianças foram trocadas na maternidade.

Em um relato no Facebook, a dona de casa Francielli Monteiro Garcia disse que precisou ser levada para o centro cirúrgico devido a complicações no parto e não teve a chance de ver o rosto do filho. Enquanto isso, na sala ao lado, Erivânia da Silva Santos também dava à luz um menino.



Ao chegar em casa, no primeiro banho do bebê, Francielli notou que o nome que constava na pulseirinha era de outra pessoa. Ela questionou ao hospital, que informou não haver qualquer possibilidade de engano.

Depois de alguns meses, no posto de saúde da cidade, Francielli e Erivânia se encontraram, ambas estavam com o filho no colo. Fancielle disse ter ficado em choque ao reconhecer traços físicos da família dela no bebê que estava com Erivânia. Ela perguntou o nome da mulher e se lembrou ser o mesmo da pulseira de identificação que o bebê usava quando deixou o hospital.



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As família, então, resolveram fazer um exame de DNA, que confirmou as suspeitas.

Com o apoio da Defensoria Pública, as famílias já estavam estabelecendo uma convivência. EM audiência de conciliação, na 3ª Vara Cível do município, nessa terça-feira (17), as famílias concordaram em desfazer a troca.

Segundo o advogado de Erivânia, Gerson Luiz Severo, os encontros devem ser intensificados até que a troca definitiva dos meninos aconteça. As famílias também devem receber acompanhamento de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais para garantir que não haja mais traumas. Atualmente, os meninos estão com 11 meses.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou ao G1 que está apurando o caso. "No início de março a direção do Hospital Regional de Alta Floresta baixou uma portaria interna instaurando uma sindicância para averiguar todos os faltos envolvidos no caso", consta na nota. Ainda segundo a pasta, a análise deve ser concluída na semana que vem.