COMPARTILHAR

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes reúne-se, nesta manhã, com representantes da Defensoria Pública Federal, entidades de direitos humanos do Rio de Janeiro e movimentos sociais que acompanham o caso.

A comissão foi proposta pelos deputados Jean Wyllys (Psol-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (Psol-SP) e Wadih Damous (PT-RJ), e criada pelo presidente da Câmara durante sessão solene em homenagem a Marielle, no mês passado.



Quatro dias antes do crime, Marielle fez denúncias contra o Batalhão de Irajá (41º BPM) em seu perfil nas redes sociais, dizendo que a unidade estava "aterrorizando e violentando moradores de Acari", comunidade na zona norte do Rio de Janeiro.

O assassinado da vereadora e do motorista completou um mês, no último dia 14. Na segunda-feira (16), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou à imprensa que a principal linha de investigação sobre a morte de Marielle e Anderson envolve milícias. Ele, no entanto, não deu mais detalhes sobre a afirmação, sob a justificativa de que as investigações seguem em segredo de justiça.



+ Joesley diz que pagou mesada de R$ 50 mil para Aécio por dois anos

O deputado Glauber Braga, do Psol do Rio de Janeiro, que é relator da comissão externa, cobrou provas e respostas objetivas dos investigadores. "Quando o ministério se manifestar publicamente mostrando que as investigações avançaram de fato, e que se conseguiu determinar respostas para esses questionamentos, aí nós poderemos, num primeiro momento, dizer que o trabalho coordenado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro teve resultado", disse.

Marielle Franco era socióloga e militante dos direitos humanos. Filiada ao Psol, elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro na eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação. Ela foi morta por tiros disparados de outro carro, enquanto voltava de um debate sobre a participação política de jovens negras.