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A revista americana Time divulgou nesta sexta-feira (20) sua lista com as pessoas mais influentes do mundo na atualidade. Sem nenhum brasileiro, o levantamento tem uma série de novidades, como os estudantes de Parkland que lideraram o movimento contra a venda de armas nos Estados Unidos e os jornalistas que denunciaram Harvey Weinstein.

Em 2017, o Brasil teve Neymar e a epidemiologista Celina Turchi, uma das pesquisadoras do vírus da zika. No ano anterior, o representante do país tinha sido o juiz Sérgio Moro. Como sempre, a lista é dividida em cinco categorias, que abarcam políticos, celebridades, cientistas, artistas, esportistas e empresários: pioneiros, líderes, artistas, ícones e titãs.



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Os adolescentes Cameron Kasky, Jaclyn Corin, David Hogg, Emma González e Alex Wind, de Parkland, tiveram o perfil feito por Barack Obama, uma das diversas celebridades que assinam os textos. "Eles têm o poder muitas vezes inerente à juventude: ver o mundo de novo; rejeitar as velhas restrições, as convenções ultrapassadas e a covardia, muitas vezes vestidas como sabedoria", escreveu o ex-presidente americano sobre o grupo.



A América Latina é representada entre outros pelo cineasta mexicano Guillermo Del Toro, pela atriz chilena Daniela Vega e pela ativista equatoriana Cristina Jimenéz, que lidera o movimento para que os "dreamers" (sonhadores"", os jovens que chegaram aos EUA ainda crianças, possam permanecer no país, além do presidente argentino, Mauricio Macri.

O argentino, que estava em 2016 mas ficou de fora em 2017, é um dos diversos líderes mundiais que fazem parte da lista, como o chinês Xi Jinping, o presidente francês Emmanuel Macron, o príncipe Harry e sua noiva Meghan Markle, o premiê japonês, Shinzo Abe, a primeira-ministra neo-zelandesa, Jacina Arden, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e o líder zimbabuano, Emerson Mnangagwa, que pôs fim aos 37 anos da ditadura de Robert Mugabe no país.

A melhoria da situação na península coreana ajudou tanto o ditador Kim Jong-un quanto o presidente sul-coreano Moon Jae-in a entrarem no levantamento. Presença comum, o presidente americano Donald Trump aparece – com perfil feito pelo senador republicano Ted Cruz -, assim como um de seus grandes apoiadores, o apresentador da Fox News Sean Hannity.

Também estão na lista dois dos maiores desafetos do presidente americano, a líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, o o procurador Robert Mueller, que comanda a investigação sobre a interferência russa na eleição.

O presidente russo Vladimir Putin, aliás, é um dos principais líderes que ficaram de fora da lista, assim como o papa Francisco, a chanceler alemã Angela Merkel e a primeira-ministra britânica Theresa May -o prefeito de Londres, Sadiq Khan, está.

Também ficaram de fora Mark Zuckerberg, do Facebook, e a dupla da Alphabet (dona do Google), Serguei Brin e Larry Page. Com isso, o setor de tecnologia foi representado por Elon Musk, da Tesla, Jeff Bezos, da Amazon, e Satya Nadella, CEO da Microsoft. Também aparece o nome de Christopher Wylie, o ex-funcionário da Cambridge Analytica que denunciou o vazamento de dados do Facebook.

O movimento #metoo (eu também), eleito a personalidade do ano de 2017 pela própria Time, está representado na lista pelos jornalistas Roman Farrow (que escreveu para a revista The New Yorker), Jodi Kantor e Megan Twohey, (ambas do jornal The New York Times), responsáveis pelas primeiras reportagens de denúncias contra o produtor Harvey Weinstein, que deu início a onda de revelação de casos de assédio e abuso nos EUA.