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O presidente da ONG Save The Children, Alan Parker, apresentou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (19), meses após o escândalo de assédios sexuais na instituição. Sua demissão estava prevista para dezembro. Mas, de acordo com Parker, a decisão foi antecipada porque "pareceu certo levar adiante sua sucessão neste momento".

Além do cargo de presidente, ele também deixará as posições ocupadas na Save The Children Association e na Save The Children International.



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Em sua carta de demissão, Parker menciona que "mudanças são necessárias" por conta da "combinação complexa de desafios que a organização e o setor enfrentam".



Ele também lamentou os casos de assédio sexual ocorridos na filial britânica da instituição, envolvendo o ex-diretor executivo Justin Forsyth e o também ex-membro Brendan Cox, e explicou que ambos foram "submetidos a um exame profundo".

O caso acontece após uma série de denúncias de violência e assédio sexual em organizações não governamentais. Em fevereiro, a britânica Oxfam foi acusada de contratar prostitutas e promover orgias durante uma missão de ajuda humanitária no Haiti em 2011.

Após o caso vir a público, a instituição Médicos Sem Fronteiras anunciou que recebeu 40 denúncias de assédio – incluindo 24 episódio de abuso. O Unicef e a Cruz Vermelha também sofreram casos similares, com acusações e afastamentos de funcionários. Com informações da Ansa