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Investigação do Ministério Público revelou um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões aos cofres do Rio de Janeiro, em decorrência de pelo menos 2.281 voos privados, realizados pelo então governador Sérgio Cabral e por sua família, em aeronaves do estado. A apuração rendeu mais uma denúncia contra Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, acusados de peculato.

No entanto, de acordo com a Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (23), Cabral utilizou o helicóptero do governo, para uso particular, mesmo após ter deixado o cargo.



A informação foi dada, segundo o jornal, por um dos 19 pilotos e copilotos ligados à Subsecretaria Militar ouvidos pelos investigadores.

"Cheguei a pilotar o helicóptero Agusta quando o governador já era [Luiz Fernando] Pezão, tendo o ex-governador Sérgio Cabral, na condição de cidadão comum, voado para sua casa de veraneio em Mangaratiba", diz um dos depoimentos.



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As planilhas de controle de uso das aeronaves do Estado, publicadas na internet desde agosto de 2013, não mostram o nome de Cabral entre os passageiros após abril de 2014. Procurada, a assessoria do governo fluminense afirmou que não localizou o voo relatado pelo piloto. Já a defesa de Cabral não comentou o caso.

O promotor Cláudio Calo, responsável pelo caso, enviou as investigações para o procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, e para a Procuradoria-Geral da República para avaliar eventual apuração sobre a conduta do governador Pezão.