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Em ofício enviado no último dia 9 ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede para ter acesso ao material apreendido pela Polícia Federal, durante o cumprimento de mandados nas casas de Rodrigo Rocha Loures, do coronel João Batista Lima Filho, nas empresas Argeplan e Rodrimar, e também na sede do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"Verificou-se que a autoridade policial não encaminhou alguns itens apreendidos, sendo necessário ultimar a análise de tais bens e documentos, ante o lapso temporal já decorrido desde a deflagração da Operação Patmos", afirmou Dodge.



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Loures foi flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil na Operação Patmos, investigação baseada na delação premiada de executivos da empresa JBS. Ele foi preso a pedido do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, mas ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar enquanto responde ao processo criminal. A suspeita é de que o montante seria entregue ao presidente Michel Temer.



De acordo com informações do blog da Andreia Sadi, no portal G1, as investigações decorrentes dessa operação também apontaram que o coronel Lima, dono da empresa Argeplan, é um homem com acesso direto ao presidente Michel Temer.

Temer e o coronel também foram alvo da operação Skala, que apura se decreto assinado pelo presidente Michel Temer, em maio do ano passado, tinha o propósito de favorecer empresas do setor portuário, caso da Rodrimar, em troca de propina.

"Ante o exposto, a Procuradora Geral da República requer: c) a conclusão pela autoridade policial das análises dos bens apreendidos que ainda não foram juntados aos autos", conclui Dodge.