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A Prefeitura de São Paulo publicará nesta terça-feira (24) um plano de concessão do terminal de ônibus Princesa Isabel, primeiro dos 27 terminais da capital paulista que poderão passar para as mãos da iniciativa privada.

O edital ainda precisa ser submetido a duas consultas públicas (a primeira começa já a partir desta terça), e a previsão da prefeitura é que o documento final seja publicado em setembro e que o terminal de ônibus seja concedido até o primeiro trimestre de 2019.



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Pelo terminal, na região central da cidade, passam hoje 7.000 pessoas, segundo a prefeitura, que usam as 18 linhas de ônibus a que ele atende. A gestão Covas (PSDB) diz que o custo anual de administração, manutenção e conservação é de R$ 6,6 milhões.



O novo administrador poderá construir sobre a estação edifícios comerciais, como shoppings e salas de escritórios, ou até residenciais, além de explorar comercialmente quiosques internos.

Ainda não há valor de outorga nem prazo de concessão. Segundo o secretário de Desestatização e Parcerias, Wilson Poit, a empresa vencedora deve administrar o local por 30 a 35 anos, e há uma expectativa de investimento por parte do vencedor de cerca de R$ 200 milhões em construções.

O plano de concessão do Princesa Isabel e de outros dois terminais, Capelinha e Campo Limpo (zona sul), é feito pela própria prefeitura. Para os outros 24 terminais da cidade que serão concedidos, a administração publicou em agosto do ano passado um PMI (procedimento de manifestação de interesse), a fim de receber do mercado ideias para a concessão, que, segunda a gestão, custam anualmente R$ 187 milhões.

Privatizar e conceder equipamentos públicos da capital era uma das principais bandeiras de João Doria (PSDB), que renunciou ao cargo de prefeito no início do mês para disputar as eleições ao Governo do Estado de São Paulo.

Ele desistiu da prefeitura sem conseguir concluir uma única concessão. As vendas do autódromo de Interlagos e do complexo do Anhembi foram travadas pela Câmara Municipal, e a concessão dos cemitérios ficou sete meses barrada pelo TCM (Tribunal de Contas do Município).

Hoje, das 12 privatizações que a prefeitura quer fazer, uma está parada (Interlagos) e três aguardam votação (cemitérios, Anhembi e imóveis da prefeitura). Outras oito já foram aprovadas na Câmara Municipal e estão mais avançadas. São elas: Pacaembu, parques, gestão do Bilhete Único, SPTuris, mercados, serviço de guincho e planetários, além dos terminais de ônibus.

A concessão do terminal Princesa Isabel prevê um projeto de requalificação do entorno em um raio de 600 metros, com projetos de acessibilidade, requalificação de calçadas e construção de ciclovias.

Nesse entorno está a cracolândia, local de uso e venda de drogas a céu aberto no centro da cidade. A região tem passado por uma série de intervenções urbanísticas, como reforma da praça Júlio Prestes e construção de prédios populares.

Recentemente, a cracolândia voltou a ser palco de confrontos entre policiais e usuários de drogas.

O último foi nesta segunda (23), quando moradores de rua atearam fogo a um carro e roubaram materiais da construção de um prédio na área após confusão em uma das limpezas de rua.

O prefeito Bruno Covas disse que "essas manifestações mostram uma certa indignação dos traficantes pela ação firme e enérgica que a prefeitura tem feito em parceria com o governo do estado". Com informações da Folhapress.