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O empresário Joesley Batista, sócio do grupo J&F, está ampliado sua delação premiada e deve detalhar 32 anexos complementares ao acordo de colaboração firmado com os investigadores da Lava Jato e homologado, em maio do ano passado, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da força-tarefa na Corte.

Os novos documentos mostram o repasse de dinheiro a partidos e políticos, entre eles dois ex-governadores, principalmente por meio de caixa dois. De acordo com informações de O Globo, as novas revelações podem trazer mais complicações aos nomes já investigados no Supremo.



Os materiais que corroboram as acusações foram apresentados à Procuradoria Geral da República (PGR), em agosto de 2017, e desde então Joesley vem prestando depoimentos, à medida em que é intimado pela Polícia Federal (PF) ou pela PGR.

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As delações premiadas de Joesley, do seu irmão, Wesley Batista, e dos executivos da J&F desencadearam uma série de operações da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). Somente neste ano, Joesley já prestou oito depoimentos, em sete investigações.

O irmão e sócio dele, Wesley, também elaborou 12 novos anexos, que também foram apresentados, no ano passado, à PGR.

Em 2017, os irmãos chegaram a ser presos, mas atualmente estão soltos, sob a condição de se apresentarem regularmente à Justiça. Eles também tiveram cassados os benefício obtidos a partir das delações, devido às suspeitas de irregularidade na contratação do ex-procurador Marcelo Miller.

Um áudio gravado acidentalmente por Joesley indica que Miller orientou os irmãos Batista, no acordo de colaboração, quando ainda atuava na PGR. O caso está em análise no STF. No entanto, apesar das suspeitas, a procuradoria se manifestou pela validade das provas obtidas por meio das delações.