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Depois de ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), em mais uma fase da Lava Jato, na última terça-feira (24), sob acusação de comprar silêncio de uma testemunha, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas, está usando suas redes sociais para criticar a ação.

A tática do político – alvo da PF junto com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) e com o ex-deputado pelo PP, hoje no PROS, Marcio Junqueira – tem sido publicar vídeos em que aliados, principalmente no Piauí, seu reduto eleitoral, destacam o trabalho dele e atacam a operação.



De acordo com informações do portal G1, em um dos vídeos, o prefeito Gilson Filho, de Caracol, diz que o trabalho de Ciro tem "causado muita inveja" e que ele não está só contra "as mentiras dos invejosos".

Em outro, o prefeito de Floriano, Joel Rodrigues, diz que "naturalmente, um homem de destaque" como Ciro, será alvo de "coisas dessa natureza" para "tentar atrapalhar a sua missão". E presta solidariedade ao senador, "neste momento de tempestade".



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Nogueira postou também um vídeo do prefeito de Miguel Leão, Roberto Leão, prestando solidariedade ao senador "neste momento turbulento".

Ontem (25), também veio à tona a informação de que, em depoimento à Polícia Federal, no dia 6 de abril, o empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, detalhou o que já havia contado em acordo de delação premiada, firmado com os investigadores da Lava Jato ainda no ano passado, sobre a entrega de uma mala contendo R$ 500 mil a Nogueira.

O empresário foi ouvido no inquérito que apura se o ex-procurador Marcelo Miller ajudou na elaboração do acordo da J&F quando ainda atuava no Ministério Público Federal (MPF).