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A ex-ministra Marina Silva (Rede), pré-candidata à Presidência, afirmou nesta quinta-feira (26) que cria estranhamento a decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de retirar do juiz Sergio Moro trechos da delação de executivos da Odebrecht que mencionam o ex-presidente Lula.

"Para a gente é muito difícil entender, porque já havia sido confirmado por duas vezes e agora foi retirado do juiz Sergio Moro. Cria um estranhamento, se já havia sido confirmada por duas vezes", afirmou ela.



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Os ministros decidiram nesta quarta (25) que os trechos sobre Lula devem ser enviados para a Justiça de São Paulo. As consequências da decisão ainda são incertas e podem afetar processos sobre o sítio de Atibaia, as doações ao Instituto Lula e até mesmo a condenação do petista no caso do tríplex no Guarujá.



Marina evitou fazer críticas mais contundentes aos ministros da Segunda Turma que decidiram o caso. Ela disse não ter elementos para dizer que o caro cria insegurança jurídica.

"Cria um estranhamento para a sociedade. O problema é uma política que se descredenciou para mediar os diferentes interesses da sociedade, e que tem que o tempo todo recorrer à Justiça", disse Marina, após participar de debate promovido pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), no Rio de Janeiro.

Ela voltou a afirmar que sua candidatura não depende da decisão do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa sobre a entrada na disputa eleitoral.

"O ministro tem o direito de entrar na política. A política brasileira precisa se reinventar e se renovar. Tanto no processo como nas pessoas", disse Silva.

Questionada sobre se o apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno da eleição de 2014 foi um erro, ela disse: "Com as informações que eu tinha, era o que eu podia fazer. Hoje com as informações que eu tenho, jamais teria apoiado." Com informações da Folhapress.