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Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin disse que "seria até indelicadeza com o doutor Meirelles" discutir a esta altura do campeonato a possibilidade de formar uma chapa com o ex-ministro da Fazenda.

Henrique Meirelles, que trocou PSD por MDB para viabilizar uma candidatura própria, é pré-candidato "de um partido grande", disse o ex-governador nesta sexta-feira (27). O tucano, contudo, não descartou uma eventual parceria. Disse a jornalistas que o momento "é de diálogo" e de "construir pontes".



O ex-prefeito e colega de PSDB João Doria já havia dito, na véspera, que Meirelles era um nome a ser considerado para uma coalização PSDB-MDB. O partido do presidente Michel Temer estuda apoiar um nome de centro – como Alckmin ou Flávio Rocha (PRB)- caso nenhum emedebista (Meirelles ou o próprio Temer) alcance 10% dos votos até junho.

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Disputando pela segunda vez o Palácio do Planalto (perdeu para Lula em 2006), Alckmin minimizou sua posição em pesquisas eleitorais, que o colocam entre 6% e 10% das intenções de voto -abaixo de rivais da esquerda (Lula, Ciro Gomes) à direita (Jair Bolsonaro).

"Vamos crescer na hora certa. Meu dever como médico [é anestesiologista] é saber como controlar o estresse." Na vida, segundo o tucano, há dois ansiosos crônicos: "O jornalista e o candidato".

Ele não quis comentar a expulsão de quadros partidários do PSDB que escolheram permanecer na gestão de Márcio França, vice que assumiu seu lugar no Palácio dos Bandeirantes e hoje rivaliza com Doria na eleição estadual.

Alckmin se limitou a dizer que conversará com o presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, e que o assunto será tratado a portas fechadas. "Mario Covas me ensinou que não se faz política pela imprensa."

O ex-governador iniciou uma rodada de conversas entre presidenciáveis e líderes sindicais da UGT (União Geral dos Trabalhadores), em um hotel na região central paulistana. Ciro (PDT), Marina Silva (Rede), Aldo Rebelo (SD ) e Guilherme Afif (PSD) também estão escalados para o dia.

Alckmin foi apresentado como "alguém que gosta do cheiro do povo" por Ricardo Patah, presidente da UGT. Encontrou, contudo, resistência da plateia – que aplaudiu efusivamente quando um dos seus perguntou como o tucano controlaria "um partido que vota sempre contra o trabalhador".

"Isso é sectarismo, maniqueísmo partidário", rebateu o convidado, que prometeu falar sempre "a verdade, a verdade e a verdade". Com informações da Folhapress.