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O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad participou de ato nessa terça-feira (1º), em celebração ao Dia do Trabalho, a uma quadra da superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, desde 7 de abril.

Durante o evento, Haddad disse que, como coordenador do programa de governo do PT, faz dois movimentos: a elaboração de um plano para Lula e a manutenção de diálogo com os partidos de esquerda.



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Ele foi questionado por jornalistas sobre a chance de o PT compor uma chapa com o pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes. Sobre o assunto, afirmou que manterá o canal de diálogo aberto, o que não significa a costura de um plano B.



"Não estamos discutindo alternativas ao Lula. Seria um desrespeito", disse o ex-prefeito em entrevista à Folha de S. Paulo.

O discurso também foi reforçado pelo ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, que admite a chance de o partido não encabeçar uma chapa. "Sou suspeito nesta matéria porque sempre defendi que, após 16 anos, estava na hora de ceder a precedência. Sempre achei isso. Não conheço na democracia ninguém que fique 30 anos. Em geral fica 12, 16, 20. Defendi isso quando o Eduardo Campos (PSB) ainda era vivo", afirmou.

O ex-governador, ainda conforme a Folha, recomendou calma. "O problema é que a prisão do Lula nos coloca numa posição de resistência. Não posso dizer hoje que estou abrindo para qualquer um. É dizer o quê? Lula, tchau e bênção? Então a situação é complicada", justificou.