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Desabrigados que viviam no prédio que pegou fogo e desabou na terça-feira (1º), no Centro de São Paulo, estão dormindo lado a lado com os antigos moradores de rua acostumados a passar as noites no Largo do Paissandu. Essa convivência tem gerado confusões.

Na tentativa de manterem-se separados e evitar brigas, os antigos moradores do edifício Wilton Paes de Almeida decidiram usar grades de ferro para delimitarem o espaço, além de fitas nos pulsos para identificação.



Como apurado pelo G1 com informações dos moradores de rua, as brigas estão acontecendo porque os desabrigados estão recebendo doações, mas eles não.

“Nós que moramos na rua e eles acham que o direito deles é mais do que o nosso, em matéria de comida, de roupa, até o próprio lugar onde dormimos”, disse ao G1 o morador de rua Carlos Alberto Schmidt.



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Outro motivo para a identificação e separação com barras, segundo Suzana Santiago, de 43 anos, seria evitar que pessoas que não viviam no prédio que desabou se passem por moradores e recebam os benefícios oferecidos pela prefeitura, como auxílio aluguel e doações.

“Tem muita gente querendo dar o golpe. Então decidimos cercar o local em torno da igreja com grades e começar a dar fitas aos verdadeiros desabrigados do prédio”, explicou Suzana.