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O Parlamento da Catalunha aprovou nesta sexta-feira (4) uma lei que permite que o presidente deposto Carles Puigdemont, que encontra-se exilado, tome posse a distância.

A "lei Puigdemont" foi aprovada com 70 votos a favor e 65 contra e "autoriza, por maioria absoluta, que a sessão de posse se celebre sem a presença ou intervenção do candidato ou candidata".



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No entanto, o governo espanhol anunciou um recurso no Tribunal Constitucional de Madri para suspender a norma. O prazo para Puigdemont tomar posse é curto. Ele deve assumir o cargo até 22 de maio, caso contrário novas eleições serão convocadas.



Como o antigo mandatário está exilado, os separatistas indicaram Jordi Turull para presidir a região, mas o candidato foi preso entre o primeiro e o segundo turnos. Puigdemont é acusado por Madri de cometer "crimes de rebelião", em decorrência da declaração de independência da Catalunha, ocorrida em outubro de 2017.

Atualmente, o ex-presidente está em liberdade provisória na Alemanha e corre o risco de ser extraditado. (ANSA)