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Em abril de 2017, o ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do Estado, João Doria (PSDB), posou para uma foto ao lado de Ananias Pereira, coordenador do movimento que ocupava o edifício que desabou no largo do Paissandu. Nessa semana, o tucano afirmou que o local era ocupado por uma facção criminosa.Ele, no entanto, não deu explicações sobre a acusação.

"O prédio foi invadido e parte desta invasão financiada e ocupada por uma facção criminosa", disse na terça-feira (1º).



A foto foi tirada na festa de aniversário, no ano passado, do atual prefeito Bruno Covas (PSDB) e postada pelo próprio Ananias, o coordenador do MLSM (Movimento Social de Luta por Moradia), antigo LMD (Luta por Moradia Digna), em sua página de uma rede social. Nela, Doria aparece ao lado de Ananias e de outro homem que faz o característico sinal de acelera, uma das marcas da gestão passada.

Pouco mais de um ano depois, Doria afirmou que a Prefeitura de São Paulo fez várias tentativas de desocupar e abrigar os moradores do edifício em outros pontos, sem sucesso.



"Foram rechaçados, inclusive com ameaças de violência pela ocupação irregular. Porque ali era um centro de distribuição de drogas também, além, infelizmente, de abrigar famílias em situação de rua."

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Desde o incêndio, Ananias não voltou ao local e é procurado pela polícia.

Em nota, a assessoria do pré-candidato afirma que "João Doria não sabia de quem se tratava quando tirou a foto com Ananias, durante um evento em um restaurante, no qual ele esteve como convidado".

Segundo o texto, "o suposto líder das invasões estava em uma fila com dezenas de pessoas que queriam cumprimentar e tirar selfies com o ex-prefeito, que educadamente atendeu a todos, como sempre faz." Com informações da Folhapress.