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Uma das secretárias do advogado José Yunes, amigo próximo do presidente Michel Temer, prestou depoimento à Polícia Federal, no dia 28 de março, e contradisse o chefe.

Ao contrário do que disse Yunes, Shirley Siqueira Gomes afirmou que o envelope entregue a um emissário do doleiro Lúcio Funaro, que é apontado como operador financeiro do MDB, pesava entre dois e três quilos.



Ao depor, o advogado afirmou que o envelope, entregue lacrado, teria cerca de dois centímetros de espessura e “não era pesado".

“Afirma a declarante que, embora não tenha retirado da sacola, lembra-se que as dimensões se aproximavam às de um envelope de papel tipo ofício, pensando aproximadamente de dois a três quilos", informa a polícia no inquérito, de acordo com informações de O Globo.



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Yunes é investigado, junto com o amigo presidente, em inquérito baseado nas delações da Odebrecht e que apura o repasse de R$ 10 milhões, em doações ilícitas, para campanhas do MDB. O acerto teria ocorrido durante reunião no Palácio do Jaburu, residência de Temer.

Em delação premiada, Funaro afirmou que foi o prório Yunes quem entregou a ele o pacote, uma caixa e não um envelope, com R$ 1 milhão em espécie. O Ministério Público Federal acusa Yunes de ser o arrecadador de propinas para Michel Temer.