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O presidente Michel Temer convidou o ex-deputado e ex-senador José Aníbal (PSDB) para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, há cerca de duas semanas. Aliados do tucano, no entanto, já acreditavam que ele deve recusaria o posto.

Aníbal manteve boa relação com Temer durante o processo de distanciamento entre o PSDB e o Palácio do Planalto. Ele foi um dos principais defensores da manutenção dos tucanos no governo após a delação da JBS, que atingiu o presidente. As informações são da Folhapress.



Foi um gesto de apreço pessoal pelo ex-deputado, mas também um sinal de reaproximação entre o presidente e o PSDB, que pode culminar em uma aliança entre o MDB e o pré-candidato tucano ao Planalto, Geraldo Alckmin.

No entanto, de acordo com informações da Globonews, o próprio Alckmin vetou a ida de Aníbal para o ministério. Para ele, um novo tucano no ministério significaria carimbar a campanha dele como governista, o que resultaria em forte desgaste eleitoral.



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Os movimentos do PSDB e do MDB irritaram potenciais aliados de Alckmin que rejeitam essa aproximação, como o DEM. A entrada de um tucano no governo poderia ampliar esse atrito.

Ao convidar José Aníbal para a Secretaria-Geral, o presidente afirmou que gostaria que ele se dedicasse à coordenação de parcerias público-privadas e à interlocução com outros Poderes, entre outras funções.

O comando da pasta, cujo gabinete funciona dentro do Palácio do Planalto, está vago desde a saída de Moreira Franco, que assumiu o Ministério de Minas e Energia em abril. A Secretaria-Geral é um dos principais postos de aconselhamento e articulação do governo.