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O pré-candidato à Presidência pelo PSOL e coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, entrou com uma queixa-crime no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), por calúnia e difamação.

A petição foi protocolada nessa quinta-feira (10) e tem como relator o ministro Marco Aurélio Mello.



De acordo com o UOL, Boulos apresentou uma série de postagens de Bolsonaro no Twitter. Nas postagens, o deputado associa a ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida ao MTST. No entanto, o prédio que desabou após um incêndio no dia 1º de maio era ocupado por outro movimento, o MLSM (Movimento de Luta Social por Moradia).

O pré-candidato do PSOL ainda afirma que Bolsonaro abusa da manifestação de pensamento visando "benefícios escusos, ligados à disputa política" e que, fazendo uso de suas "eventuais imunidades parlamentares", deixa de informar aos seus seguidores e "ultrapassa os limites do constitucionalmente aceitável".



Confundir o MTST com o MLSM é o mesmo que confundir CV com PCC, no final das contas é tudo crime.

— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) 2 de maio de 2018

Nenhum deles morava no prédio invadido pelo MTST em São Paulo. Tdos são coniventes c/os R$ 400 cobrados de aluguel na localidade, segundo informações. Nenhum deles acredita que o trabalho dá dignidade ao homem e querem repartir o q é dos outros, mas n o de si próprio.HIPÓCRITAS! pic.twitter.com/PvoGinbOqQ

— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) 1 de maio de 2018

Segundo Boulos, a atitude de Bolsonaro, além de imputar crime a ele, também "procurou macular sua honra", "desqualificando" sua imagem.

A reportagem tentou contato com Bolsonaro, mas o deputado não se manifestou.