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Na cerimônia que selou o apoio do PRB no estado de São Paulo à pré-candidatura de João Doria (PSDB) a governador, o tucano disse, nesta quarta (30), que "não há incompatibilidade" em subir nos diferentes palanques dos presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Flávio Rocha (PRB).

"[O palanque de Flávio Rocha] é o palanque do Brasil. O palanque do Geraldo Alckmin também é o palanque do Brasil, do Brasil que quer ir para frente, que não quer ir nem para extrema esquerda e nem para extrema direita, exatamente como o Flávio", disse Doria a jornalistas, ao lado do pré-candidato do PRB.



O ex-prefeito disse ter "estima e admiração" por Alckmin, e destacou que ele "continua sendo o nosso candidato à Presidência da República".

Ele, contudo, afirmou que a junção entre PSDB e PRB no estado em torno de sua candidatura é uma "aliança do bem", que ele disse esperar ver também em nível nacional.



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"Temos tempo para continuar essa convergência – o que estamos fazendo aqui é convergir, no estado de São Paulo e ajudando a buscar uma convergência também nacional. Nosso diálogo sempre foi muito bom", disse.

Pouco antes, ele havia afirmado que "todas as pessoas do bem, todas as pessoas que neste país estiverem com bom sentimento, com vontade de trabalhar pelo Brasil, em algum momento estarão juntas para defender o Brasil".

Doria assume agora um palanque duplo, o que Alckmin já adotou desde março, ao apoiar simultaneamente as candidaturas de Doria e de seu ex-vice, o atual governador Márcio França (PSB), que disputará com o tucano em São Paulo. Na época, Alckmin disse não ver problema em apoiar os dois concorrentes.

Nesta quarta, Doria elogiou o "grande amigo" Flávio Rocha, a quem ele disse conhecer desde a adolescência. Segundo o ex-prefeito, Rocha "é um dos melhores valores humanos do país e a maior liderança empresarial que fala a verdade do nosso Brasil".

"Os nossos corações, Flávio, a partir de agora vão bater juntos, o mesmo ritmo, o mesmo batimento, o mesmo sentimento e o mesmo objetivo", disse, ao lado do presidenciável pelo PRB.

Russomanno Na cerimônia, esteve presente ainda o deputado Celso Russomanno (PRB), que perdeu a disputa da prefeitura de São Paulo em 2016 para Doria e que considerava também concorrer pelo PRB ao governo de São Paulo.

Russomanno disse ter certeza que o PRB deu "apoio à pessoa certa" e que Doria "quer o melhor para o estado de São Paulo".

"Todos sabem aqui que eu estava também, num primeiro momento, figurando nas pesquisas como candidato ao governo do estado de São Paulo", afirmou "[Mas] Decidi ajudar o meu partido mais uma vez, puxando a votação da minha bancada e diante dessa condição, resolvemos escolher, dentre os candidatos que estavam no pleito, o melhor candidato entre todos eles, que é o meu querido João Doria", completou.

"Que Deus o abençoe muito. Que sua caminhada seja grande e vitoriosa", disse o deputado, voltando-se para Doria.

O tucano respondeu com uma "mensagem de carinho e amizade", em nome de "mais de 35 anos de amizade bem cultivada" com Russomanno.

"Nós disputamos a prefeitura de São Paulo e em nenhum momento o Celso Russomanno foi desleal, descortês, deseducado. Ele cumpriu o que sempre fez ao longo da sua vida: focou nas suas propostas e deu dignidade aos debates que nós participamos", disse.