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A bancada do PT na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) começou a recolher assinaturas para abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, na Dersa, empresa responsável por obras viárias paulistas que dirigiu.

O partido também encaminhou um requerimento de convocação para que o engenheiro preste depoimento à Comissão de Transportes, que a legenda passou a presidir neste ano.



Souza foi preso pela Polícia Federal pela segunda vez na manhã desta quarta (30). Segundo o Ministério Público Federal, ele e a filha teriam atuado para embaraçar as investigações.

O ex-diretor, que havia sido preso em abril, estava livre desde o último dia 11 por causa de um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do do STF (Supremo Tribunal Federal).



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O requerimento para a abertura da CPI circula desde a semana passada, mas enfrenta obstáculo: a grande maioria governista no Legislativo.

Para ser instaurada, uma investigação parlamentar precisa ser subscrita por 32 dos 94 parlamentares do Legislativo. A oposição (PT, PSOL e PC do B) consegue conta com 18 deputados.

Líder da bancada petista, a deputada estadual Beth Sahão reconhece a dificuldade de levar o pedido adiante, já que, eventualmente, a CPI poderia prejudicar a imagem do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência.

Hoje, tanto o bloco de apoio ao governador Márcio França (PSB), que sucedeu o tucano, como o o próprio PSDB apoiam a candidatura de Alckmin. "Não é fácil, mas vou conversar pessoalmente com os deputados na semana que vem em busca de apoio", ela diz. Com informações da Folhapress.