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Ao menos cinco estradas paulistas ainda sentem na manhã desta quarta-feira (30) os reflexos da paralisação dos caminhoneiros, que chega ao décimo dia.

Um protesto de um grupo ainda não identificado em apoio aos caminhoneiros travou um trecho da rodovia Anhanguera por volta das 7h. Segundo a concessionária CCR Autoban, os manifestantes bloquearam a alça de acesso ao trevo do Jaraguá.



O grupo montou uma barricada e ateou fogo, o que impediu a passagem de veículos na pista no sentido São Paulo. Um carro não conseguiu frear e bateu em outro, que estava parado na pista. Uma pessoa saiu do local ferida. O trecho já foi desbloqueado.

A Régis Bittencourt continua como epicentro dos atos. A estrada ainda concentrava por volta das 7h30 centenas de caminhoneiros enfileirados no acostamento. A presença deles, no entanto, não causa lentidão.



De acordo com a concessionária Auto Pista Régis Bittencourt, os motoristas estão parados nos seguintes trechos: km 67 (Quatro Barras), km 279 (Embu das Artes), km 280 (Embu das Artes), km 385 (Miracatu) e km 477 (Jacupiranga).

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A Fernão Dias é outra rodovia que concentra ao menos 15 pontos com manifestação de caminhoneiros. Assim como a Régis, por lá, não há bloqueios e o tráfego flui.

Na Floriano Rodrigues Pinheiro, no sentido Campos do Jordão, os caminhoneiros estão em dois pontos: nos km 9 e 46. Na Oswaldo Cruz, a manifestação acontece nos kms 94 (Ubatuba) e no 11 (sentido capital).

AMEAÇAS

Na Régis, um caminhoneiro que viu um colega partir de manhã perguntava se "estava liberado". Ele ainda estava com medo de ter seu veículo vandalizado pelos caminhoneiros que defendem a permanência da paralisação.

Vários caminhoneiros relatam ações como esvaziamento de pneus, uso de marreta para amassar latarias e a ameaça constante de que podem ser parados por bloqueios em outros pontos das rodovias.

Um dos caminhoneiros que quer partir disse que quando um caminhão é ligado já se aproximam aqueles que querem que a paralisação continue. Mas o que é possível observar é que nesta manhã começam a aparecer pontos vazios nos acostamentos antes repletos de caminhões. Com informações da Folhapress.