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No início da semana, quando a greve dos caminhoneiros chegou ao auge e o país passou a sofrer uma grave crise de desabastecimento de combustíveis, alimentos e outros produtos, o presidente Michel Temer, segundo aliados, sentiu-se sozinho e chegou a externar sua tristeza.

De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo, sob ameaça de ver o seu governo sucumbir, Temer reclamou da falta de apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Além disso, nos estados, os governadores estavam mais preocupados em resolver os próprios problemas.



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Em desabafos, o presidente teria indagado, inclusive, se mais ninguém percebia que o momento requeria união. Conforme alguns analistas, Temer viu sua influência enfraquecer após ter usado todo o seu capital político para barrar, no Congresso, as duas denúncia apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República.



Para tentar contornar a situação, contou com a ajuda de três escudeiros: Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, Raul Jungmann, da Segurança, e Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional.