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Membros da bancada do PT no Senado se manifestaram, hoje (1º), sobre a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras. O pedido de demissão foi feito durante reunião com o presidente Michel Temer, nesta manhã, após uma greve de caminhoneiros, insatisfeitos com a políticas de preços da estatal, causar uma crise de desabastecimento no país.

Na avaliação do líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), a demissão de Parente representa uma vitória dos caminhoneiros. “Já vai tarde. Mas a saída do [Pedro] Parente não resolve essa crise. Deve haver a revisão dessa política de preços. A saída dele não resolve nada. As pessoas estão exigindo a queda dos preços da gasolina e do botijão de gás. A luta tem que continuar”, destacou o senador.



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Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do partido, após a troca no comando da empresa, deve haver um freio na escalada entreguista do pré-sal e a devolução da Petrobras aos brasileiros. “Não basta trocar o entreguista Pedro Parente na presidência da Petrobras”, enfatizou.



Já Humberto Costa (PT-PE), líder da oposição no Senado, lembra que Pedro Parente, além de ser o presidente da Petrobras no atual “apagão dos combustíveis”, também foi o responsável pelo apagão de energia ocorrido no início dos anos 2000 durante a gestão FHC. “Pedro Parente não aguentou a pressão e caiu fora do governo golpista”, salientou.

Pedro Parente assumiu a presidência da Petrobras após o impeachment de Dilma Rousseff e ficou exatamente dois anos no comando da estatal. Ele tomou posse no dia 1º de junho de 2016.