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A China apresentou um protesto formal contra os Estados Unidos por causa dos comentários feitos pelo secretário de Estado Mike Pompeo, que, por meio de uma nota, havia cobrado "clareza" de Pequim sobre o número de mortos no Massacre da Praça da Paz Celestial, cujo 29º aniversário é celebrado nesta segunda-feira (4).

Em meio a um clima de tensão comercial entre os dois países, Pompeu cobrou que a China divulgue o balanço exato de pessoas mortas, presas ou desaparecidas durante a violenta repressão contra protestos pró-democracia em "Tiananmen".



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"Nos juntamos a outros na comunidade internacional ao solicitar que o governo chinês torne pública a contagem de quantos foram mortos, presos ou desapareceram e libere aqueles que foram encarcerados por tentar manter viva a recordação da Tiananmen", diz a nota de Pompeo.



Além disso, o secretário acrescenta que o governo chinês deve "respeitar os direitos universais e as liberdades fundamentais de todos os cidadãos". Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China anunciou um protesto formal contra as declarações de Pompeo.

O governo do país asiático se recusa até hoje a discutir a repressão contra o movimento democrático de 1989 e a reconhecer o número de vítimas – dissidentes falam em milhares de mortos no cerco contra os manifestantes. O massacre ficou marcado pela imagem de um homem solitário que desafia uma fila de tanques.

Em Hong Kong, o aniversário da repressão é relembrado todos os anos com uma vigília que reúne dezenas de milhares de pessoas. (ANSA)