COMPARTILHAR

O advogado e ex-consultor Rodrigo Tacla Duran, que realizou serviços como advogado da Odebrecht e que seria testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será ouvido por meio de videoconferência, nesta terça-feira (5), às 10h, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara dos Deputados.

A defesa do ex-presidente Lula solicitou que Duran prestasse depoimento sobre suposta falsidade de documentos por parte da Odebrecht, no âmbito da operação Lava Jato. O Ministério Público Federal (MPF) quer que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeite o pedido.



Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, no ano passado, Durán questionou provas usadas pelo MPF para embasar denúncias feitas pela Lava Jato e disse que há direcionamento de delações contra determinados alvos.

Durán trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016 e é acusado de lavagem de dinheiro e pagamento de propina. Ele foi preso em novembro de 2016, na Espanha, na 36ª fase da Lava Jato, e libertado depois que a Justiça espanhola negou sua extradição.



+ Ministro do STF insiste em discutir ampliação da restrição ao foro

A iniciativa da audiência pública é do deputado Wadih Damous (PT-RJ). “Ele possui diversas informações relevantes sobre a Operação Lava Jato e, por isso, deve ser ouvido nas instâncias adequadas e responsáveis pelo processo. Porém, por causa de diversas negativas injustificadas, teve violado o direito ao devido processo legal, além da garantia ao contraditório e da ampla defesa”, afirma Damous.

O parlamentar acrescenta que “não se pode admitir o cerceamento de defesa, especialmente quando se trata de um processo de tamanha relevância para o País, cujas consequências podem ser altamente prejudiciais aos investigados ou até condenados injustamente”.