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O débito de R$ 102.900,22 em IPTU do triplex atribuído, pelo Ministério Público Federal (MPF), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve ser pago à Prefeitura do Guarujá (SP), segundo decisão do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância. O MPF pode recorrer do despacho.

Foi o juiz quem também determinou que o imóvel fosse a leilão, o que ocorreu no mês passado, quando acabou arrematado por R$ 2.200.000,00. Logo em seguida, a prefeitura, de acordo com informações do portal G1, ingressou com pedido de preferência no recebimento do IPTU, a ser pago com parte do valor arrecadado.



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À época da decisão de levar o apartamento a leilão, Moro também determinou que o montante obtido por meio da venda fosse destinado à Petrobras, classificada como "vítima dos crimes".



Já a Prefeitura do Guarujá alega que, no despacho assinado pelo magistrado, ele enfatiza que "o produto da venda do imóvel, objeto de confisco, será revertido à vítima dos crimes e à Petrobras após o trânsito em julgado. Isso não impede que débitos condominiais, de IPTU e outro, inadimplidos antes da alienação judicial, sub-roguem-se ao preço da arrematação. O arrematante depositará o preço da arrematação descontados os débitos informados pelo leiloeiro, dentre os quais o fiscal, o condominial e outros. Após isso, utilizando o saldo descontado, o arrematante deverá promover o pagamento dos tributos e demais débitos incidentes sobre o imóvel".