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O presidente Michel Temer reagiu nesta quarta-feira (6) e criticou o andamento das investigações que apuram se ele foi beneficiado na edição de um decreto para o setor portuário.

Em nota oficial, ele afirma que a apuração "entrou no terreno da ficção policial" e que se trata de "um escândalo digno do Projac", em uma referência ao complexo de estúdios de telenovelas da Rede Globo.



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"Nada mais precisa ser dito sobre esse escândalo digno do Projac, a maior fábrica de ficções do país", disse.



Segundo o documento, o decreto dos portos não favoreceu a empresa Rodrimar, investigada pela Polícia Federal se teria pagado propina para a edição da medida.

"Sem fatos novos ou provas, delegado tenta reabrir investigação já arquivada duas vezes pela Justiça por falta de provas", criticou.

A manifestação do presidente é a primeira desde que passaram a ser divulgados detalhes da investigação da Polícia Federal que apura se ele foi beneficiado.

Como a Folha mostrou na terça-feira (5), foram encontrados planilhas e extratos bancários que apontam cerca de R$ 20,6 milhões em contas de empresas do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, amigo de Temer.

A Polícia Federal investiga se o militar atuou como um intermediador de propina do presidente. O coronel já foi alvo duas vezes de operações. A última foi em março deste ano, quando ele chegou a ficar preso por alguns dias.

A primeira, em maio do ano passado, decorreu de delação da JBS, quando a polícia também encontrou documentos ligados a uma reforma na casa de Maristela, uma das filhas de Temer.

A principal linha de apuração é de que o presidente lavou dinheiro de propina em transações imobiliárias e em obras em casas de familiares. Temer nega as suspeitas. Com informações da Folhapress.