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Os doleiros Vinicius Claret e Cláudio Barboza, delatores da Operação Câmbio, Desligo, foram condenados nesta quarta (3) em razão do processo da Operação Eficiência, em que também foram sentenciados o empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

A pena calculada pelo juiz Marcelo Bretas seria de 41 anos e sete meses para cada um dos doleiros. Mas em razão do acordo de colaboração premiada fechada com o Ministério Público, a punição foi estabelecida em 18 anos de reclusão.



Ex-funcionários de Dario Messer, apontado como o maior doleiro do país, os dois já cumpriram o período de um ano e dois meses em regime fechado previsto no acordo. Estão atualmente em regime domiciliar fechado até novembro.

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Após outros seis meses no domiciliar semiaberto, a dupla poderá voltar ao Uruguai em 2019, caso as autoridades daquele país aceitem acompanhar o cumprimento da pena.

A dupla passou a morar lá em 2003, de onde tocavam as operações de câmbio ilegal feitas no Brasil. Foram presos em março do ano passado e extraditados para o Brasil em janeiro.

Os dois se comprometeram também a dar cursos por seis anos ao Ministério Público Federal sobre técnicas de lavagem de dinheiro e operação de câmbio ilegal. Pagaram, cada um, uma multa de R$ 800 mil.

Claret e Barbosa detalharam em delação premiada como funcionava um sistema que reunia doleiros de todo o país que movimentou cerca de US$ 1,6 bilhão (o equivalente a cerca de R$ 5,3 bilhões) envolvendo mais de 3.000 offshores em 52 países. A Câmbio, Desligo foi deflagrada em maio com base nesses relatos. Com informações da Folhapress.