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A coalizão de governo na Alemanha chegou a um acordo definitivo nesta quinta-feira (5) para lidar com a crise migratória e com os chamados "movimentos secundários", que envolvem solicitantes de refúgio já registrados em outros países da União Europeia.

No início da semana, a chanceler Angela Merkel, da conservadora União Democrata-Cristã (CDU), já havia acertado um pacto com sua tradicional aliada na Baviera, a União Social-Cristã (CSU), para criar centros fechados para deslocados externos em trânsito na fronteira com a Áustria, mas a proposta não agradou o Partido Social-Democrata (SPD), o outro pilar da coalizão.



As três siglas decidiram então se reunir nesta quinta para chegar a um acordo que satisfizesse a todos e encontrar uma forma de garantir o apoio do SPD. Após a reunião, a presidente dos sociais-democratas, Andrea Nahles, disse que "não haverá recusas unilaterais na fronteira nem centros fechados".

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Segundo ela, o pacto prevê a "aceleração dos procedimentos de refúgio, de acordo com as regras vigentes". Os "centros de trânsito", que teriam status semelhante ao de áreas de embarque e desembarque de aeroportos internacionais, foram rebatizados como "centros de transferência" e ficarão em prédios da polícia.

Para lá, serão levados apenas aqueles que já foram registrados em outros Estados-membros da UE e que serão devolvidos ao país de entrada no bloco, caso haja acordos bilaterais entre Berlim e as autoridades dessas nações. Caso contrário, os solicitantes de refúgio continuarão na Alemanha.

Além disso, as pessoas não poderão ficar mais do que 48 horas nos "centros de transferência". O governo alemão agora tentará assinar acordos de repatriação com Itália e Áustria, que ameaça fechar sua fronteira em Brennero para conter o fluxo migratório.

Na próxima quarta-feira (11), os ministros do Interior dos três países se reunirão na cidade austríaca de Innsbruck para tentar chegar a um acordo. Com informações da ANSA.