COMPARTILHAR

Representantes do governo russo afirmaram hoje (5) que é "estúpido" pensar que Moscou esteja envolvida no suposto envenenamento de um casal em Amesbury, na Inglaterra.

A cidade fica a apenas 13 km de distância de Salisbury, onde, em março, o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha, Yulia, foram atacados com uma substância venenosa chamada de "Novichok". A acusação recaiu sobre o governo russo.



Leia também: Turistas brasileiros deverão pagar taxa para entrar na União Europeia

"Quanta estupidez crer que a Rússia usou 'de novo' o chamado Novichok justo durante a Copa do Mundo e após a sessão especial da Conferência de Países Membros da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), na qual foi tomada a decisão de dar à Opaq funções atributivas? O espetáculo deve continuar?", disse a representação russa na Opaq, pelo Twitter.



Também hoje, o presidente da Comissão de Defesa de Moscou, Vladimir Shamanov, ofereceu ajuda da Rússia às autoridades do Reino Unido para ajudar na investigação do caso.

"O Reino Unido poderia pedir ajuda dos especialistas russos nas investigações sobre o envenenamento de dois cidadãos britânicos com o gás Novichok em Amesbury", disse. "É necessário um trabalho exaustivo e profissional, e os esforços dos serviços de segurança britânicos não serão suficientes", acrescentou.

O porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, também negou o envolvimento do país com o episódio.

"A Rússia nega categoricamente e continua negando categoricamente qualquer possível relação com o que ocorreu", disse.

Segundo ele, as notícias são "alarmantes", pois "não se trata do primeiro caso do gênero no Reino Unido". "Não possuímos informações sobre quais substâncias realmente foram usadas e como. Sendo assim, é difícil avaliar a situação com base nas notícias da imprensa", comentou.

O casal, ambo com cerca de 40 anos de idade, foi encontrado inconsciente no último sábado (30), em uma casa, e a polícia acreditou em um primeiro momento se tratar de overdose. Porém, as autoridades voltaram atrás e suspeitam de um caso de envenenamento. (ANSA)