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O deputado estadual afastado Jorge Picciani (MDB-RJ) negou nesta segunda-feira (9) ter recebido propina da Odebrecht e de donos de empresa de ônibus. Ele afirmou também que tinha posicionamento político "independente" do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

Picciani foi interrogado pelo juiz federal Abel Gomes, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), na ação penal decorrente da Operação Cadeia Velha. Ele é acusado por sete delatores, entre empreiteiros, operadores financeiros, o ex-conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Jonas Lopes Junior e o gerente da propina de Cabral, Carlos Emanuel Miranda.



Em prisão domiciliar, ele afirmou que mantinha relação política com Cabral, mas sem vínculo de intimidade.

"Cabral sempre foi muito educado. [Relação] Pessoal? Nenhuma. Eu sou da república de Mangaratiba? Do Leblon? Não fui às Olimpíadas, não fui a festa em Paris, porque sempre acordei às 5h", disse Picciani.



Picciani defendeu as transações pecuárias com empresários e o ex-conselheiro do TCE. De acordo com o Ministério Público Federal, esses negócios foram fachada para pagamento de propina.

"Não tem ato de ofício meu que não seja de interesse da população do Rio de Janeiro", disse ele.

Ainda serão ouvidos por Gomes os deputados afastados Paulo Melo e Edson Albertassi. Com informações da Folhapress.