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A Polícia Federal (PF) indiciou 12 pessoas por envolvimento em suposto esquema de desvio de R$ 600 milhões das obras do trecho norte do Rodoanel, em São Paulo. O ex-presidente da Dersa (empresa de infraestrutura viária do estado de São Paulo), Laurence Casagrande Lourenço, está entre os indiciados.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já apurava irregularidades em fevereiro de 2017. Em 21 de junho deste ano, a PF prendeu 14 suspeitos de participação no esquema.



Como explica o G1, o Ministério Público Federal (MPF) recebeu o inquérito da PF na última sexta-feira (20) e tem uma semana para decidir se faz a denúncia à Justiça, arquiva ou pede mais diligências.

As obras começaram em 2013 e ainda não foram concluídas. O trecho norte deve ligar a Rodovia dos Bandeirantes à Rodovia Presidente Dutra.



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De acordo com as investigações, os indiciados praticaram os crimes de fraude em licitação, associação criminosa e falsidade ideológica.

Em nota, a Dersa informou que "que juntamente com o Governo do Estado é a maior interessada na elucidação do caso".

O ex-presidente da empresa acumulou o cargo de secretário de Transportes e Logística do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Ele deixou a pasta quando Márcio França (PSB) assumiu o governo. Lourenço foi preso em junho, durante a operação da PF.