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Na resolução entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que especifica como será a distribuição dos recursos do fundo eleitoral entre seus candidatos, o PP estipulou que os homens indicarão as candidatas mulheres que desejam beneficiar.

O novo fundo eleitoral, de R$ 1,7 bilhão, foi criado para financiar as campanhas depois que as doações de empresas foram proibidas. A única exigência objetiva do TSE é que os partidos destinem, no mínimo, 30% do que receberem para candidaturas de mulheres.



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A direção nacional do PP definiu que, para atingir os 30% exigidos, os homens abrirão mão de uma parte que seria deles.Assim, um candidato homem vai indicar a candidata mulher que ele quer que receba a parte subtraída da dele.



Dois especialistas ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato disseram que esse critério, que subordina a mulher ao homem, subverte o objetivo da regra, que era fomentar a participação feminina na política.

O ideal, para um dos especialistas consultados, era que os partidos repassassem os 30% para o movimento de mulheres, e elas decidissem como usar o recurso.

O tesoureiro do PP, deputado Ricardo Barros (PR), afirmou que a opção do partido, na verdade, privilegia as mulheres. Segundo ele, uma candidata a deputada, por exemplo, receberá sua parte do fundo, como qualquer outro postulante à Câmara, e mais o que os candidatos homens lhe repassarem.

A sigla decidiu que vai dar R$ 2 milhões para os deputados federais, de qualquer gênero, que forem tentar a reeleição.

O PP é um dos 12 partidos que já remeteram ao TSE seus critérios de distribuição interna do "fundão". Faltam 23 partidos submeterem a documentação à corte eleitoral, exigência para que recebam o recurso público. A campanha eleitoral começará em 16 de agosto. Com informações da Folhapress.