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O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, defendeu nesta segunda-feira (28) que qualquer solução para os estragos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) passe pela preservação da companhia. Ele alegou que cerca de 500 mil famílias, entre trabalhadores e acionistas, dependem da empresa.

"Evidentemente, a solução ideal deveria passar pela preservação da saúde financeira da companhia", afirmou, em entrevista para anunciar medidas de apoio a vítimas do desastre. Ações judiciais já bloquearam R$ 11,8 bilhões da mineradora.

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Siani não quis comentar a queda das ações na Bolsa nem a possibilidade de intervenção do governo no comando da empresa, dizendo que a prioridade no momento é o resgate de vítimas e a remediação dos danos ambientais.

Ele também evitou falar sobre as causas do acidente, que ocorreu pouco mais de três anos após o rompimento de uma barragem da Samarco (empresa da Vale e da BHP Billiton) em Mariana (MG). A tragédia deixou 19 mortos e um rastro de lama que chegou ao Oceano Atlântico. Em nenhum dos casos o sistema de monitoramento preventivo detectou falhas.

Segundo ele, em comum aos dois casos está o fato de serem barragens com alteamento a montante, tecnologia que não é mais usada pela empresa. Siani disse que a Vale planeja um "plano robusto" de investimentos para melhorar a segurança das barragens. Com informações da Folhapress.

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