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Os Estados Unidos e o grupo fundamentalista islâmico Talibã chegaram a um princípio de acordo para estabelecer a paz no Afeganistão.

As tropas americanas combatem a milícia jihadista desde 2001, quando invadiram o país asiático em busca do fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden, em uma guerra que já deixou dezenas de milhares de mortos.

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Segundo Zalmay Khalilzad, enviado especial dos EUA ao Afeganistão, o tratado prevê que o Talibã se comprometa em impedir que o país "se torne uma plataforma para grupos terroristas internacionais", como o Estado Islâmico (EI) e a própria Al Qaeda.

O acordo também poderia levar à retirada das tropas americanas do Afeganistão – rumores anteriores falavam em um prazo de até 18 meses – e ao início de negociações diretas entre o governo local e o Talibã. Atualmente, os EUA contam com cerca de 14 mil soldados no país asiático.

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"Temos um rascunho que ainda precisa ser melhorado antes de se tornar um acordo", explicou Khalilzad ao jornal The New York Times, após seis dias de negociações em Doha, no Catar. "Os talibãs se empenharam, para nossa satisfação, em fazer tudo o que for necessário para impedir que o Afeganistão se torne uma plataforma para grupos terroristas internacionais ou indivíduos", disse.

Embora o pacto ainda não seja realidade, os Estados Unidos e o Talibã nunca estiveram tão perto de um acordo de paz. O presidente afegão, Ashraf Ghani, aproveitou a ocasião para fazer um apelo ao grupo fundamentalista.

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"Temos uma forte vontade de abrir as portas para a paz. Os talibãs têm duas opções: conversar com a voz única da grande nação afegã ou se tornar instrumento de objetivos estrangeiros", disse. O grupo se recusa a tratar diretamente com Cabul, já que considera o governo como uma marionete dos EUA. (ANSA)

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