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Buenos Aires, 25 de mayo de 2014 - La fiesta patria del 25 de mayo se realizó en Plaza de Mayo con shows para chicos, recitales, espectáculos de danza, programas de la TV Pública en vivo, y un gran cierre musical a cargo de un seleccionado de artistas representantivos de las músicas del país, desde la cumbia hasta el tango: “La asombrosa banda de Zamba”, el grupo Desmán –ganador del concurso federal de bandas juveniles “Maravillosa Música”–, el espectáculo “Payadores vs. Raperos”, el trío de rock Científicos del palo, y la participación de la banda del Regimiento de Granaderos a Caballo "General San Martín", interpretando un repertorio popular. La segunda parte del espectáculo contó con el Combinado Argentino de Danza musicalizado por Metabombo y Tremor, la actuación del coro toba Qom Chelaalapi, y un desfile de indumentaria con diseño argentino. Bajo el lema “Somos Cultura”, el cierre, producido por Lito Vitale, con la participación de Pedro Aznar, Kevin Johansen, Gladys La Bomba Tucumana, Hilda Lizarazu, David Lebon, Juan Carlos Baglietto, Susana Rinaldi, Silvina Garré, Patricia Sosa, Litto Nebbia, Fabiana Cantilo, Víctor Heredia, Sandra Mihanovich, la Bersuit, Nicolás Ledesma, Joaquín Benitez, Alejandro Lerner, Palo Pandolfo, Tonolec, Orozco Barrientos, Peteco Carabajal, Orquesta Popular de Càmara Los Amigos del Chango, Verónica Condomi, Koki y Pajarín Saavedra, Gabo Ferro, Liliana Vitale, La Bomba del Tiempo, Carajo y Adriana Varela, la Bersuit, entre otros artistas y bandas de primer nivel. Fotos: Mauro Rico/ Ministerio de Cultura de la Nación

Na última segunda-feira (10), a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, compareceu à quarta audiência do julgamento que enfrenta no país. Acusada de corrupção, associação ilícita e desvio de verbas públicas, a atual senadora surpreendeu o mundo, em maio, ao anunciar interesse em concorrer como vice-presidente do pré-candidato Alberto Fernández. A expectativa era de que ela tentasse o cargo de titular do poder Executivo.

A composição da chapa foi apresentada para diminuir a rejeição ao nome Kirchner, aumentando as chances de vitória da oposição. Essa avaliação é feita por diversos especialistas, como o coordenador geral do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional, da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Pfeifer.

Para ele, “com a vitória dessa chapa, se espera que as políticas de cunho mais populista, que Kirchner empreendeu durante a gestão, voltem a ser implementadas”. Ele ressalta, porém, que “isso não significa que o candidato vencedor não possa ser a pessoa que assuma o protagonismo”.

Na mesma linha de Pfeifer, o especialista em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Eduardo Vidigal acrescenta que além de interesses eleitoreiros, Kirchner tenta fugir da justiça. Segundo ele “a candidatura a vice ocorre de um duplo movimento. Por um lado, ela poderia ter um indulto presidencial, e por outro para enfraquecer o peronismo federal”.

Processos
Cristina Kirchner tem 12 processos correndo na Justiça, cinco julgamentos pendentes e seis pedidos de prisão preventiva que não prosseguiram por conta de foro privilegiado decorrente do cargo de senadora. Entre os processos, ela responde por associação ilícita e fraude. Os valores desviados giram em torno de 46 bilhões de pesos, o equivalente a 1 bilhão de dólares.

Além disso, a ex-presidente responde por desvio de verbas, entre 2004 e 2015, que favoreceram o empresário Lázaro Báez, em contratos de mais de 50 obras. O valor significa 80% do total de obras públicas realizadas no período. Ainda segundo a Justiça argentina, muitas das obras sequer foram concluídas.

Alberto Pfeifer reforça que a candidatura é uma “faca de dois gumes”. Ele explica que as acusações contra Kirchner podem inviabilizar as chances de vitória da chapa. No entanto, em caso de vitória, a ex-presidente teria a oportunidade de receber um indulto presidencial, fugindo da Justiça.

O especialista da USP argumenta que, além dessa possiblidade, a única alternativa para a ex-presidente seria o exílio fora da Argentina. “O empossado goza de isenções quanto a processos judiciais. Mas como candidata, ela responde como qualquer um do povo”, explica Pfeifer.

Eleições
Além da chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, que já anunciaram interesse em concorrer às eleições primárias em agosto, outras candidaturas estão surgindo.

Outro que surpreendeu foi o atual presidente da Argentina, Maurício Macri, que anunciou o nome do opositor peronista Miguel Pichetto como vice em sua chapa. Isso pode tornar o cenário eleitoral ainda mais imprevisível.

Em maio o Macri tinha 36% das intenções de voto, o número caiu para 28,5%, em junho. Já a chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner subiu três pontos em relação ao mês anterior e chega a 41%, em junho. A pesquisa foi realizada pela consultora Hugo Haime e Associados.

As eleições primárias serão realizadas no dia 11 de agosto. Já as eleições gerais, no dia 27 de outubro.

Repórter Sara Rodrigues

Agência do Rádio Mais

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