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Horoldo Serra, o Mestre da comédia cearense. Foto Divulgação

Faleceu no domingo (16/06), o mestre do teatro cearense Haroldo Serra, fundador do grupo Comédia Cearense, aos 84 anos. O velório foi realizado no Cemitério Parque da Paz, missa de corpo presente aconteceu às 15 horas e o sepultamento, logo em seguida. O teatrólogo foi acometido de parada cardíaca.

Dedicou sua vida a Comédia Cearense, era natural de Tamboril, ele foi o responsável por formar gerações de atores e produtores culturais do Estado.

Seu grande palco foi o Theatro José de Alencar, que celebrou 109 anos, na segunda-feira (17), com uma programação especial em homenagem ao mestre, que já chegou a ser diretor do equipamento.

Haroldo Serra comemoraria, em 2019, 62 anos de sua estreia nos palcos. Em setembro de 1957, subiu aos palcos pela primeira vez em “Lady Godiva”, de Guilherme Figueiredo. Naquele mesmo ano, fundou a Comédia Cearense, um dos grupos de teatro mais antigos do País. Aos 16 anos, já em Fortaleza, trabalhou na Rádio Iracema. Exerceu a profissão de radialista por 14 anos. Nos anos 50, cria o Teatro Experimental da Arte, ao lado de B. de Paiva, Marcus Miranda e Hugo Bianchi. A Comédia Cearense nasce pouco depois.

Haroldo Serra dedicou-se exclusivamente ao teatro através da Comédia Cearense, ao lado da mulher, Hiramisa Serra, também atriz e exímia figurinista, e do filho Hiroldo Franklin Serra, atual diretor da companhia que ultrapassou a marca de 100 espetáculos apresentados.

Entre os prêmios conquistados, destacam-se os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Cenógrafo – no Festival de São José do Rio Preto (SP). Trouxe para o Ceará ainda os troféus de Melhor Espetáculo com a peça de Gastão Tojeiro, “O Simpático Jeremias”, e de Melhor Espetáculo pela Comissão Julgadora e Júri Popular com a peça “O Morro do Ouro”. Em 2002, pelo Grupo Verdes Mares de Comunicação e a Medalha Boticário Ferreira pela Câmara dos Vereadores. Recebeu o Troféu Carlos Câmara.

Para o jornalista e seu discípulo Paulo Tadeu, o Mestre Haroldo Serra foi inigualável estimulador das artes cênicas, descobridor de talentos, cultivador da cearensidade   levando aos palcos além-fronteiras o valor dos cabeças-chatas, tanto no fazer teatral como na dramaturgia pois sempre priorizou os nossos autores, que Deus o tenha em seu Reino”.

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