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Uma comissão de moradores de Itapebussú, solicitou audiência pública ao Prefeito de Maranguape Sr. João Paulo Xerez, e foram recebidos na manhã de hoje, (31/10) às 9 horas da manhã, para cobrar do Prefeito, uma solução para o problema do lixão, localizado no vizinho distrito de Amanari, há 32 km distante da sede do município as margens da CE 065.

A comissão formada pelos moradores: Jucondes Bezerra, Zé Maria, Raimundo Filho, Paulo Moreira, José Almir e Ary, relataram ao Prefeito, que a comunidade sofre com a constante fumaça, originada da queima dos resíduos, que é levada pelo vento até Itapebussú, causando grandes transtornos para a população, diante da inoperância e descaso do poder público, solicitaram do prefeito empenho na busca de uma solução definitiva para o problema. Pois, as comunidades de Amanari e Itapebussú, convivem com essa triste realidade, há anos, sem solução.

Segundo a comissão, o Prefeito se prontificou de mandar ainda esta semana maquinas para fazer terraplanagem para evitar as queimadas. Também anunciou que o município estar se associando a outros municípios para resolver em definitivo esse problema e, que no máximo junho de 2020, esse lixão será desativado.

Os lixões no Brasil

O descarte inadequado de lixo no Brasil, é proibido desde 1954, pela Lei 2.312 de 3 de setembro (Código Nacional de Saúde). Essa proibição foi reforçada em 1981 através da Política Nacional de Meio Ambiente e, mais recentemente, novamente ratificada pela lei 12.305 de 2 de agosto de 2010, quando foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que alterou a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e deu outras providências, sobre o descarte do lixo, nos municípios brasileiros.

Esse é um cenário catastrófico, convivemos ainda com a proliferação de vetores de doenças (moscas, mosquitos, baratas, ratos etc.) e ainda vemos, em quase todos os locais, criação de porcos que serão consumidos como alimento, apesar do que comem. Há que se levar em consideração a existência de cerca de 800 mil catadores trabalhando nesses lixões, dentre os quais 45 mil crianças. Segundo o Ministério da Agricultura os resíduos orgânicos representam 69% do total do lixo descartado no país. São 14 milhões de toneladas de sobras de alimentos que poderiam alimentar 19 milhões de pessoas, diariamente.

Triste para um país onde se fala de fome e miséria e que há 63 anos, portanto há mais de meio século, criou uma lei proibindo a destinação inadequada do lixo. Acabou-se o século XX, já se foi mais de uma década do século XXI e continuamos exatamente na mesma situação…vendo o chorume dos lixões contaminar o solo e o lençol freático e matar muita gente. Uma lástima!

 

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