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Após o decreto do governador Camilo Santana definindo o fechamento de estabelecimentos comerciais do Ceará, passageiros que precisam de ônibus em Fortaleza para se deslocar ao trabalho denunciam a redução da frota na manhã desta sexta-feira (20).

Até esta sexta, o Ceará tinha 24 casos de coronavírus confirmados pela Secretaria da Saúde. Por causa do avanço da doença, um decreto do governo do estado determinou o fechamento do comércio no Ceará.



G1 solicitou um posicionamento ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) e à Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e aguarda retorno.

Passageiros denunciaram a superlotação nas seguintes linhas:



  • 028 – Antônio Bezerra/Papicu
  • 855 – Bezerra de Menezes/ Washington Soares, 051
  • 051 – Grande Circular I
  • 041 – Parangaba/Oliveira Paiva/Papicu
  • 757 – Vila Velha/ Centro
  • 713 – Santos Dumont/Perimetral

As denúncias parte de terminais do Siqueira, Parangaba, Antônio Bezerra e Centro. “Além dos ônibus superlotados, temos que esperar 50 minutos”, reclamou uma mulher que não quis se identificar. Nas paradas de ônibus na Avenida Leste-Oeste, passageiros contam uma espera de até meia hora.

“Estamos quase que sem ventilação porque os ônibus foram reduzidos. Como vamos evitar aglomeração de pessoas desse jeito? As pessoas que estavam de máscaras estavam retirando para tentar respirar porque a maioria das janelas não abriam”, relatou outra pessoa.

Reclamação dos condutores

Além dos protestos de passageiros, parte dos motoristas de ônibus também possuem reivindicações. Alguns defendem que a frota pare totalmente “porque, enquanto houver transporte, as pessoas irão continuar saindo de casa”, relatou um deles.

A questão também passa pela segurança à saúde dos profissionais. “As empresas não estão dando máscaras e álcool em gel, que é o mínimo que poderiam estar fazendo por nós. Nós da categoria também temos medo de levar essa doença pra nossa família”, lamenta outro.

Fonte: g1.globo.com/ce